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Este coração um dia foi criança,
Um dia também foi de vidro,
E uma linda louca o transformou numa dança,
Ele que não pulsava, renasceu se mostrou vivo,
Sentiu-se vivo e amando,
E uma vida se passou em dois anos,
Agora esta doente e sangrando,
Porque, primeiro sempre vem os outros.
Ele criou uma noite diferente,
Só para mostrar que ele ainda podia amar,
E trazer no seu rosto um sorriso contente,
Que também queria amar mais que toda gente.
Assustou-se e logo sonhou,
Com uma louca solução,
Para uma paixão que errou,
E o Sol e a Lua aproximou.
O medo e o amor se confrontou
E nasceu um doce vento sensual,
Ela leu e sentiu que pela primeira vez,
Alguém no colo a carregou.
Seus conflitos cresceram,
A atração explodiu, o amor surgiu,
E um coração de quartzo,
Se escancarou para um lindo amor.
O coração dela, ao dele se juntou,
Comparavam-se com os pássaros,
De tão alto que voaram,
Juntos eles pintaram lindos quadros,
De coloridas Auroras Boreais.
Auroras que os fizeram sonhar,
Com uma vida... Ou duas..., Três... quem sabe quatro.
E todas as outras que viriam,
Todas seriam puro amor.
Fizeram um sensual álbum de fotos,
Fizeram chaves e compraram roupas,
Viveram uma avassaladora paixão,
Sentiram “Aquela Sensação”
Inventaram uma estranha vara de condão,
Escreveram doces versos como chocolate,
O cheiro dela entrou a jamais se dissipou,
Um livro começaram juntos e por Deus, o terminarão.
Juntos eles terminarão,
O livro, a alegria e a vida toda,
Eles compartilharão,
Eles viverão só pela paixão.
Hoje este errante coração,
Esta como um trapalhão,
Sangrando e fazendo muitos outros sangrar,
Justo ele que não queria nem arranhar.
Se pudesse de vidro de novo virava,
Assim não sentia tanta dor,
E não magoava o seu maior amor,
Lá dentro quietinho ficava.
Mas depois de provar do calor dos seus lábios,
De ver a luz de seu sorriso,
De “aquela sensação” saborear,
Nada mais é sonho, tudo virou o que Dante mostrou.
Sonhos, luzes e cores por todo lado se alojaram,
E seus corações como almas gêmeas separadas,
Sangram e querem de novo se unir,
Aos dois fazendo sofrer como nunca se viu.
Precisou dois anos,
Para eu poder acreditar,
Que se pode ainda
Morrer de amor.
Meu amor, sem você,
Seria como morrer
Sem socorro, sangrar,
Até te perder...
Maurício R. Soares
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