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Tenho segredos que nem eu
mesmo desvendo Tenho anseios que desconheço
Não entendo algumas lágrimas e alegrias
Que me jogam nu em meio à multidão
A
vida me parece um turbilhão Me arrastando
por entre realidades e fantasias Tirando o
ar e sufocando a ilusão Sempre navegando na
tormenta como na calmaria
Às vezes
confunde cada emoção Não sei se estou no céu
ou estirado ao chão Nem sei se é dor ou
prazer So sei que preciso viver
Preciso demais viver Uma vida que
sequer pensei ou procurei Uma vida navegando
na calmaria como na tormenta Tirando
essência e paixão da simples visão... visão,
visão de paz.
Preciso ser escravo da
liberdade não do fascínio Decidir voar pelas
rimas e pela paixão Por vontade e não por
escravidão E entender que a solidão não pode
ser solução
Maurício R.
Soares
 
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