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Um buraco... uma caverna Tudo que queria era
virar nada Sumir, me esconder, me escafeder Um
buraco bem quietinho, sem ninguém
Desistir da
luta, bem queria Mas impossivel A vida tem sido
inflexivel Acoitando minha carne pelos erros e pelos
acertos
Tirando o folego, a vontade, a fome e os
sonhos Como dizia o poeta, me tirem tudo, menos os
sonhos E nem eles posso ter mais São sonhos que
viraram pesadelos
Vejo o mundo girar todos
conseguem suas soluções de paz A minha paz... cada
vez mais se desfaz Pouco me resta, e o que fica....
parece utopia...
minha força vem da poesia a
poesia dos sonhos os sonhos das possibilidades....
so me restou a procura das
cavernas....
Maurício R. Soares
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