Depois de cerca de uma hora e meia Lord Milord vai até a casa de Leonor já com uma nova surpresa preparada. A tarde está muito fria, um frio digno do pólo norte, Ela está deslumbrante aos olhos dele, bem arrumada e cheirosa, com um perfume que ele adora e para surpresa de ambos , assim que ele a vê saindo pela porta da frente, lhe vem um impulso que o faz voar em cima dela e inesperadamente lhe dá um carinhoso abraço, bem apertadinho e quente. Leonor fica meio assustada nos primeiros segundos, e fica meio que estática e congelada. Mas rapidamente reage e retribui ao abraço, e delicadamente, afasta a gola de sua camisa e lhe dá um excitante beijo no pescoço, que o deixa todo arrepiado.
Lord Milord olha bem em seu rosto, ela está de óculos escuros, sem pedir nada, só olhando tira os óculos de seu rosto, olha bem em seus olhos, e diz:
--- Deixe-me ver os seus olhos, eles me dizem que estou vivo....
Leonor abre um generoso e iluminado sorriso e ele não resiste, segura suavemente em seus ombros e lhe dá um beijo bem de leve na pontinha dos lábios. Ambos ficam um pouco sem jeito, e olham ao redor, e notam que ninguém, absolutamente ninguém ao redor nota ou se importa com a presença deles. Isto os anima e então nos trocamos um longo, quente e apaixonado beijo.
Quando terminam, após um curto tempo que pareceu horas, pois a troca de energia foi quase mágica, pois Lord Milord sentiu o sabor meio doce de sua boca, seu perfume se tornou gradativamente mais forte e deliciosamente envolvente, suas mãos mais quentes e seu olhar, lançava sorrisos para todos os lados. Meio sem saber o que fazer ficaram algum tempo quase que como gagos sem saber o que falar, até que Leonor toma a iniciativa e diz para saírem dali.
Em duas ou três palavras, saem e se dedicam a si mesmos. Leonor esta louquinha de curiosidade para saber quais são os planos, Lord Milord deixa bem claro que quer contar com o elemento surpresa para impressiona-la, e terem momentos inesquecíveis do mais puro amor. E essa revelação os faz rir muito.
Perto do carro de Leonor, Lord Milord mais uma vez surpreende, pois pede para dirigir, Leonor meio sem confiança nele, resolve arriscar e lhe entrega as chaves. Antes de sair, ele abre a porta malas e põe alguma coisa envolta numa tolha de mesa xadrez e diz que ali tem algumas coisas que ela iria gostar muito.
Ao pegar no volante, já na primeira quadra fica evidente que ele tem muita habilidade e é muito calmo ao dirigir, e saem para um rumo ignorado para ela e ele faz questão de manter esse segredo. Pegam uma estrada de asfalto que parece um tapete, gramados por toda volta, aparados e verdes como em um jardim, paisagens bonitas e relaxantes, o sol brilha, mas aquece pouco, pois o frio lá fora é cruel, dentro do carro esta quentinho. Leonor vai olhando as placas tentando descobrir para onde vão e pergunta recebendo como resposta, somente um sonoro
--- AGUARDE.
De seu bolso, ele tira um CD e coloca para tocar, dizendo:
--- Esta música combina com você.
Leonor não diz sim nem não só fica ouvindo e sorrindo, Lord Milord então cria coragem e põe a mão em seu joelho, ela pega em sua mão, puxa-a e dá um beijo, acalenta sua mão em seu colo como se o estivesse abraçando, abaixa a mão, deixando-o perceber que prefere que não toque em seu joelho, ainda!
Ela então nota que estão mudando de estrada, para uma estrada com duas pistas, vê uma placa e diz:
--- Onde você está indo? Já estamos longe demais!
--- Relaxe, pareço mas não sou maluco, confie em mim, ao chegarmos, se você não gostar ou não quiser, tudo bem eu volto.
Andam cerca de 20 min, entram numa estradinha estreita, depois numa estrada de terra e andam, andam, sobe, desce, sobe de novo e entram num clube de campo, um enorme lago a frente, param e ele diz.
--- Me falaram deste lugar, já vim aqui uma vez para saber se seria digno de você, e achei que sim, então achei que seria ideal ver com você o pôr de sol que costuma fazer aqui, e ver a primeira estrela do céu ascender e saber se ela tem algo a nos dizer.
Vai ao porta-malas e rapidamente volta com uma garrafa de vinho tinto e outra de vinho branco
--- Eu sei que você gosta de vinho branco.
E ficam ali jogando conversa fora olhando o colorido do céu, tomando vinho e gradativamente se aproximando, alguns beijos mais quentes e Lord Milord percebe que a curiosidade de Leonor a incomoda e ele revela que reservou um chalé, bem pertinho dali com lareira e uma linda vista. E que os aguarda um Foundie de queijos.
Então ela relaxa e se solta, o frio esta intenso. O romântico jardineiro das poesias, está com a pontinha do nariz quase congelando e com todo o seu charme pede que ela o aqueça em seu pescoço, ela ri muito, mas topa e os carinhos começam a esquentar, mais vinho, muitos beijos, por cima das roupas a sua mão pode sentir o corpo dela, seus seios, toca em suas pernas, seu joelho e vai escorregando bem de leve as mãos por suas pernas em direção ao seu sexo ela por puro charme resiste e desvia a sua mão de seu objetivo, e lhe sussurra no ouvido.
---- Aqui... não!
Tomam um pouco mais de vinho... ele aponta para o céu e diz
--- Olha, olha ... a primeira estrela... Faça um pedido... Rápido ou perderá o primeiro minuto...
Ela brevemente fecha os olhos, sorri e diz
--- Pronto...
Milord então tem um flash para mais uma poesia, pega um papel e como não encontra caneta usa o lápis de maquiagem de Leonor, escrevendo:
A ÚLTIMA ESTRÊLA
A primeira estrela da noite,
Concede um pedido,
A quem pedir com fé,
Basta ficar atento.
E quando ela surgir,
Basta pedir, que ela te atende,
A ela já pedi amores,
Que ganhei e depois perdi.
Já pedi conforto,
Que tive,
E depois vi que não tem valor,
Agora vou mudar tudo.
Crendo numa outra lenda,
Que a ultima estrela, é permanente.
Mas a ela você deve oferecer, e não pedir,
Ofereça o que é mais importante.
O que lhe for mais precioso.
Fique em vigília a noite toda,
Do pôr do sol ao amanhecer,
Pode ser só ou com seu amor.
Pense a noite toda.
No que te é mais precioso,
Ao amanhecer, tenha somente uma eleita,
Vigie todas as estrelas,
E dedique a elas o que escolheu,
Uma só oferta,
E ofereça à ultima estrela,
Como se não pudesse nunca mais ter
Esta ultima estrela da noite,
Lentamente mudará o destino.
O universo todo se ajustará a sua oferta,
Não será rápido,
Mas você terá,
Para sempre o que ofertou,
Pois este é o segredo,
Tudo que você liberta, será seu.
Será seu eternamente por direito,
A esta estrela,
Eu já ofereci o meu amor por você.
E estarei esperando.
Por toda a eternidade,
Que ela traga você p/ mim.
E então eu poderei,
Desaguar todo o meu sentimento em você
Me misturar a você e...
Como a ultima Estrela,
Ver a nossa luz se refletir no Sol.
Karly está com um ar de quem não esta se contendo dentro das roupas e esboça um sorriso meio sacana que o deixa maluco e então a cobre de beijos, nos olhos, na face, nas orelhas, no pescoço, nas mãos, e na boca. Seus hálitos se misturam com o cheiro do vinho. Combinam então de acender mais umas estrelas e ir ao chalé, pois o frio esta aumentando e a excitação quase explodindo.
Fecham a garrafa de vinho e partem rumo ao que mais queriam, naquele momento. Estacionam o carro e avistam o chalé a cerca de 50m no meio das árvores, pequeno, um terraço com uma rede, tudo envidraçado, param a frente da porta, ele abre a porta e com um meio sorriso pede:
--- Deixa eu me realizar, quero entrar com você no colo.
Leonor ri muito, acha engraçado diz que é ela que vai carrega-lo, mas acaba aceitando. Um delicioso beijo antes de entrarem e passam pela porta, ela estica o braço, ainda no colo dele e num golpe fecha-a Já com ela no chão segue-se um beijo, ela parece agora outra pessoa, mais atirada, e mais ousada, pois este beijo é mais quente que os outros. Lord Milord se assusta um pouco mas gosta, uma breve pausa para acender a lareira, Álcool e fósforos e,
VOUCHHHHH ... pronto.
Ficam ali na frente sentindo aquele calorzinho gostoso, olhando o fogo, ele os hipnotiza por mais alguns instantes, já estão quase relaxados e ela pula e pergunta sobre o Foundie.
---- Deixa este Foundie pra depois, temos coisas melhores a fazer...
Ele a abraça e a puxa para perto da lareira, beijos ao pescoço, nuca, enfia sua mão por baixo de suas roupas em busca de seus seios, encontra-os e aquele toque macio o excita demais, ele levanta o sutiã e tateia até encontrar seus mamilos e diz:
--- hummm que delicia.....
Ela mais ousada, toca em seu membro e o acaricia sobre as roupas e começam então com movimentos eufóricos e descoordenados de tirar as roupas. Eles não sabem se tiram a própria roupa ou a do parceiro. Às vezes parece que vão desistir e ficar só se beijando, mas logo voltam e a se despir e ficam só de cueca e calcinha.
Lord Milord já está excitado como aço, e mal cabia dentro da cueca. Então ele para com as caricias por um instante, pois quer olha-la e ver seu corpo, seus seios, olhar seu sexo escondido em baixo da calcinha, e poucos instantes depois, retoma o prazer táctil e beija seus seios, primeiro um, depois o outro, seus lábios mordiscam de leve os mamilos, apalpa com delicadeza seu sexo. Leonor enfia suavemente a mão por baixo da cueca e segura o seu sexo que já está aos saltos de alegria, por estar em suas mãos.
No chão há um daqueles tapetes de pele, no sofá um edredon daqueles bem fofinhos, Meio afobados eles esticam o edredon no chão, se deitam e revitalizam os toques, e suas carências se completam, a luz da lareira se reflete na pele de Leonor e seus cabelos ficam dourados, seus olhos brilham como se fossem chorar, mas evidente que não irão, Lord Milord se encanta com a imagem do fogo refletido em seus olhos e o fogo em seu sorriso.
Um novo beijo apaixonado os faz se livrarem do que restou das roupas. Com a mão em seu sexo e sentindo sua umidade, seu calor, a sensação de tocar é tão prazerosa para ele que a respiração aumenta, o coração dispara, beija seus seios e vai descendo, para em seu umbigo e fica ali por alguns segundos, circulando com a língua ao redor dele e as vezes explorando-o inteiro. Então vai descendo bem devagar, já sentindo em seu rosto os seus pelinhos acariciarem suas narinas. O cheiro de seu sexo já se espalhava e como um delicado perfume para ele, o deixava meio fora da realidade e sonhando em estar dentro dela. Mas ele achava que ela ainda não estava no ponto para isso e quis se estender um pouco mais nas preliminares, beijando todo seu ventre se detendo em especial naquele ossinho saltado que segura a calcinha.
Seu sexo está pronto, molhado e querendo fazer amor, e seus lábios compulsivamente vão em sua direção e sugam tudo que podem e segue explorando cada milímetro de seu sexo com a língua, as dobrinhas, os lábios, tudo, até que sai em busca da pequena ervilha que se esconde, acha, e com a língua percebe que esta bem intumescida, muita massagem e logo ela começa a acelerar a respiração.
A esta altura ela já fez mil peripécias com o sexo de Lord Milord em sua boca, a varinha mágica já quase começa a soltar estrelinhas de sua ponta, quase não consegue acreditar como sua boca pode absorver todo o seu sexo e como mágica o faz reaparecer. Seu sexo já esta todo lambuzado de mel. O mel do mais puro desejo e amor, e como eles gostam deste mel. A paixão e o tesão são tanto que por um momento não sabem o que fazer. Continuam então, como loucos, a se acariciar, pois querem ver seus sexo se comprimirem em espasmos se apertando, Lord Milord usa a boca como se fosse seu sexo e em alguns minutos ele consegue, ela quase sem fôlego só diz bem baixinho.
--- Aiiiiiiiii não pare....
Este é o momento que ele mais queria para penetra-la, mais algum tempo até ela terminar e com o rosto todo molhado de mel, ela deitada sobre o edredon, ainda não refeita, ele se posiciona para penetra-la, por puro desejo faz uma penetração voraz seguida de um delicioso beijo e iniciam o vai vem.... vai e vem.... meio lento no começo.... vai acelerando...vai e vem..... as respirações também aumentam o ritmo... não podem resistir muito e mais algumas idas e vindas e ela já com o rosto de lado, olhos fechados, abraçando-o com as pernas, segura a respiração por alguns instantes e suas mãos apertam seu peito a outra o edredon, parece que gozou.
Ele se solta e quase explode dentro dela, rápido ele tira para derramar o seu leite no ventre e colo dela, uma, duas, três, quatro... cinco espasmos, está exausto, sai de cima dela e se deita ao seu lado.
Leonor passa a mão sobre todo o leite e o espalha em seu corpo, vai em busca da fonte de mel e o mistura com o leite, os corpos se misturam, seus sentimentos se misturam, suas almas se misturam.
Um corpo sobre o outro e ficam ali como que desmaiados, a respiração vai voltando, o suor escorrendo em seus rostos, o fogo estala e chama a atenção e novamente os hipnotiza. Leonor carinhosamente se chega nele e puxa o lado do edredon que esta esticado no chão sobre ambos, pois o frio esta voltando, se abraçam, com os braços e pernas.
Seu sexo muito molhado se espremendo na coxa dele e o mel escorrendo pela perna, o cheiro deles se mistura com o cheiro de lenha queimada, muitos beijos e devagarinho recomeçam a falar as bobagens, tolices e muita conversa sem utilidade nenhuma, mas deliciosas. Ele a elogia, seus cabelos, olhos, boca, seu cheiro, seu hálito, ela sem jeito ouve com atenção e se delicia de paixão, pois nunca um elogio foi tão esperado por alguém.
Eles ficam neste estado de graça se sentindo como se o mundo estivesse parado observando-os e esperando-os. Ele se estica todo para pegar o vinho, sem sair daquele caloroso abraço e quase uma hora depois resolvem fazer o tal foundie, pois Começa a pintar aquela fome e Leonor assume o comando das coisas com uma alegria que parecia que tudo tinha um colorido diferente. Esta coisa deles se dedicarem a preparar algo para comer era uma deliciosa novidade para eles.
O cheiro do foundie já começa a se espalhar, aguçando ainda mais o apetite. Já os primeiros pedaços são trocados entre eles quase como se fosse um prêmio, entregue um ao outro.
Então Leonor pega em sua bolsa algumas folhas escritas e diz que também escreveu algo para ele, e que gostaria de ler.
Lord Milord adora a coisa toda e com entusiasmo pede que ela leia. Leonor com sua voz meio rouca, mas muito suave e doce começa e ler. Entre um copo de vinho e um pedaço de foundie dado na boca um do outro, trocam alguns carinhos em meio à leitura dela:
AQUELA SENSAÇÃO
Há um sentimento que não existem palavras exatas para defini-lo ou descreve-lo. E chamo a isto de “Aquela Sensação”.
Só quem já sentiu “Aquela Sensação” pode entender ao que eu me refiro, é algo muito especial que nos invade de repente, dominando o peito e a mente provocando um bem estar incomparável a qualquer outra coisa ou sentido. Temos que ter uma sensibilidade extrema para perceber quando “Aquela Sensação” começa e quando ela acaba. Pois ela sempre vem silenciosa, bem devagar, fica ali quietinha, só provocando prazer, transformando a realidade em algo menos duro, mostrando que nossas tristezas são coisas que podemos superar, nos dando forças para olhar tudo que nos rodeia com olhos de feitiço de bondade.
Não costuma durar muito, e como veio, vai, bem devagar se esvaindo de nosso ser, bem lentamente, e quando percebemos, ela se foi. O engraçado que quando lembramos “Daquela Sensação”, ela volta integralmente, nos tira da realidade, nos faz viajar em sonhos, arranca um sorriso em nosso rosto e muitas vezes encharca nossos olhos com a mais pura essência de nossa emoção.
Em muitos momentos de nossa vida, sentimos “Aquela Sensação”, que vem nas mais diversas situações. Quando vemos uma criança nascer, e olhamos em seus olhos pela primeira vez, e lá vemos mais que uma vida, vemos ali a oportunidade de sermos melhores, pois o mundo que fazemos será o mundo dela.
Ou quando um amigo verdadeiro se lembra não de seu aniversário, mas que você gosta de carne mal passada e caprichada no sal, e lhe entrega um prato e diz, “especial p/ você...” ou quando, vesti aquela roupa de Papai Noel, para levar um pouco de alegria a quem não tem família e na entrega dos presentes um garotinho que você não conhece, percebe o exagerado brilho em seus olhos, beija-lhe o rosto e diz “Sorria hoje é natal, ninguém pode chorar...”.
“Aquela Sensação” fica ali por muitos anos, se somando a outras que sempre estão chegando seja num abraço terno de quem você ama, seja num abraço de quem você fez as pazes... Ou até quando um idoso lhe sorri sem motivo.
“Aquela Sensação” não costuma estar presente no sexo, nem nos mágicos momentos que o antecedem, mas vem depois dele, quando no mais verdadeiro momento de duas pessoas, seus olhares se cruzam e nada precisa ser dito, absolutamente nada, só a respiração do outro já nos basta para manter “Aquela Sensação” por muito tempo no peito e eternamente na memória.
Infinitas coisas nos provocam “Aquela Sensação” variando apenas a intensidade seja num dia de inverno, muito frio, e quando nos expomos ao sol e sentimos que ele nos envolve e nos abraça com aquele calor que vai crescendo, crescendo, aquecendo e espantando o frio, ou quando sentimos a areia da praia envolvendo nossos pés, bem devagar absorvendo-os com seu frescor de verão, e até mesmo quando você sente o cheiro de seu primeiro carro novo, ou paga sua ultima prestação.
Muitas vezes não a buscamos, ela nos procura e nos surpreende, trazendo à um reencontro, pessoas que já não nos lembrávamos e representam um bom tempo, quando temos a notícia que alguém muito querido, não corre mais perigo e não vai mais morrer, ou quando você descobre que não sente mais nada por alguém que você queria esquecer, e até quando você nota que seu trabalho tem valor, ou reencontra o prazer esquecido de amar percebendo que existem muitas formas de amor e todas elas valem a pena, ou melhor ainda, que todas elas ainda estão dentro de você.
Algo interessante é que “Aquela Sensação” nunca está sozinha, ela sempre vem acompanhada de emoções boas e gostosas, ora o amor, ora a satisfação de um profundo desejo, ora a amizade sincera ora a surpresa jamais imaginada, ora a ação totalmente previsível, ora a alegria e por vezes até a solidão, aquela solidão de sentir prazer em estar só, que nos permite conviver com os melhores amigos, que são os nossos sentidos e introspecções, até a saudade e a ansiedade de ver alguém são boas companheiras dela.
Mas algumas vezes, “Aquela Sensação” vem acompanhando pessoas, Raros seres que sem a menor pretensão, só olham para você, ou ouvem o que você quer falar, ou falam o que você não esperava ouvir, e você já se sente “Daquele Jeito”, meio que nas nuvens, flutuando ou pairando sobre todas as outras sensações humanas.
Às vezes até a simples leitura de uma poesia, ou texto feito para expressar emoções de outros, mas que se encaixam com perfeição em nosso ser, provocam com maestria e mistério “Aquela Sensação”.
O que acho por demais atraente, é que você parece intuitivamente dominar todas as formas para provocar em mim a tal “Daquela Sensação”, seja em olhares reais ou imaginários, seja em sua voz ou em suas palavras, as vezes com sua presença as vezes com sua ausência, ou no seu toque suave e carregado com seu perfume de pele, às vezes no calar as vezes no falar e muitas vezes só no pensar, muitas vezes já me peguei com a “Tal da Sensação” e um sorriso nos lábios e você no pensamento.
Então acabo achando que para obtê-la sempre, por toda a vida, não o tempo todo, pois ela é assim mesmo, vai e vem, é preciso viver no sentido mais simples possível, sem complicações, viver sentindo, viver contemplando, viver orando, viver usando e exercitando a sensibilidade que adquirimos ao nascer e o mundo persiste em tentar nos tirar, desconfio até que você tem algum pacto misterioso com ela (“Aquela Sensação”), só para me fazer melhor.
Em certos momentos não sei bem o que te falar, ou como te falar coisas, quando você perceber um desses momentos, saiba entender e lembre-se que a ausência “Daquela Sensação” provoca carências, saudade e introspecção e me deixa um pouco sem ação.
Será algum tipo de dependência?
Pode ser, mas se for, terá o nome de “Dependência da Vida”...
Muitos copos de vinho depois, alguns comentários do delicioso texto que Leonor acabara de ler, já estavam acendendo estrelas, muitos beijos e caricias ascendendo estrelas, pois eles sabem que tem um compromisso de reacende-las todas de novo, para os próximos que as quiserem apagar.
Lord Milord fica em paz, e com enorme bem estar com o que ela acabava de ler, tornando ainda mais adorável aquele momento e a cobre de abraços, beijos e elogios. Agora eles estão com uma proximidade tão grande que parecem que são amantes já a muitos anos e que se conhecem há mais tempo ainda. Este texto que ela fez, diz muito mais que as palavras que lá estão, pois Leonor, está mostrando um lado de suas emoções que ela sempre escondeu, e o que é mais bonito ela esta mostrando este lado com orgulho, com satisfação de mostrar que em seu coração existem sentimentos. Eles exploram um pouco a idéia que ela lançou e comentam que isso poderia virar uma linda poesia.
Mas aquele momento era reservado para outros sentidos, eles estavam guardando a sua atração para um momento como esse e ambos não queriam desviar demais a atenção para assuntos que poderiam ser vistos em outros lugares. Aquele momento era reservado para o amor, as caricias e o tesão. E recomeçam a se tocarem.
Em meio a muitos carinhos, Lord Milord sente o sexo dela novamente em suas mãos, a varinha de condão que havia desaparecido ressurge timidamente em sua mão quente e ela beija a pontinha onde derrama leite e nota que ela ainda não esta pronta para as novas mágicas e ele diz:
--- Meu maior prazer é te ver andar, dançar, eu adoro ver você se movimentar, você á sensual e me excita. E ela com uma expressão de quem esta excitada e vai fazer alguma molecagem, diz:
--- Você quer ver? Quer me ver fazer umas molecagens?
--- É o que mais quero...
Se levanta, veste o casaco de Lord Milord bem macio, grande e quente em cima de seu corpo nu, deixando seu corpo meio escondido dos olhos dele, abre outra garrafa de vinho, e serve, põe uma música, e sai caminhando pela sala com um balanço que parecia estar dançando.
Alguns goles de vinho depois, um copo, quase dois. Leonor dançando, deixa suas mãos percorrem seu corpo, tocam seus seios, seus pés param, mas suas mãos é que iniciam uma linda dança por dentro do casaco, sem que Lord Milord pudesse ver onde estavam, só as imaginava.Fazendo piruetas e malabarismos em seus contornos, em suas curvas com expressões que nem ela acreditaria que conseguiria fazer. O jardineiro romântico nota que sua varinha mágica se emociona com o bailado de suas mãos e se ergue.
Ela se inspira com a reação de seu sexo e resolve provoca-lo. Seus dedos se embrenham nos pelinhos, a caminho do paraíso, encontra-o, o mel deixa tudo muito escorregadio, os dedos querem imitar todo o balé que a pouco tinha ocorrido.
Sua respiração se acelera, ela meio sem jeito, prefere continuar de olhos fechados, se ajoelha bem pertinho dele que mal pode ver seu sexo, sua mão e seu corpo, pois ela ainda esta com o casaco, só vê o seu rosto, fazendo as expressões mais fascinantes de prazer, nesta hora até esquece a música que toca e se lembra da versão da Ellis da musica “Fascinação”, e a sensação vai crescendo.
Ele se lembra de seu cheiro, e até pode senti-lo, está tão ereto que quase dói, ela num súbito gesto, tira o casaco, joga longe, e agarra a varinha mágica e numa fúria de um segundo, a engole, solta-a e em nova fúria, começa a mais arrogante cavalgada e nesta hora, novamente ele se desliga da música e lembra da música “Cavalgada das Walquírias” de Wagner que é perfeita para este momento, com suas mãos ela quase o imobiliza.
Leonor só consegue pensar em si mesma, e isto é o que mais seu parceiro queria, para ele é uma visão extasiante , e ela sabe disso e para agrada-lo ainda mais, se inclina um pouco p/ traz deixando bem a mostra, como ela se apodera da varinha mágica e a absorve, seu corpo sobe, desce, sobe desce, sem parar, sua respiração já quase se transforma em gritos sussurrados, bem baixinhos, O prisioneiro não agüenta e entra na dança, também subindo e descendo.
Num descuido deles, escapa e tem uma boa surpresa. Aproveitam a pausa forçada e trocam de posição, ele pede que ela vire de costas, deitada de lado sobre o edredon, com a varinha de condão na mão vai tateando até encontrar a entrada do paraíso, encontra, bate na porta, sem esperar entra derrubando até a porta.
Ele a agarra pela cintura, agarra com delicadeza seus seios, mordisca sua nuca, e a respiração esta descompassada, sem ritmo, algumas idas e vindas e Lord Milord sente que algo dentro dele vai crescendo, fazendo-o domina-la nesta hora, ele a pega com força, e põe todo o seu vigor nos movimentos, a cada movimento, ela a segura com força e a faz se sentir como uma fêmea a mercê de seu macho e explodem novamente, só que desta vez juntos, os espasmos quase que se sincronizam, e se ajudam.
Novamente caem de lado, exaustos e satisfeitos, ele ainda dentro dela vai encolhendo, encolhendo, ainda restam alguns espasmos quase imperceptíveis, quase sem se mexer, puxam de novo o cobertor e ficam ali, na mesma posição agarradinhos, muitos beijinhos nas costas dela, na nuca, pescoço.
Ela se contorce um pouco para um beijo na boca, muito longo, calmo, quente e saboroso como uma sobremesa. Sem se desgrudarem, pegam almofadas e acomodam as cabeças e ali ficam quietinhos por um tempão, o sono vem e se entregam a ele, trocam calor e se aquecem.
Lord Milord então sussurra no ouvido de Leonor.
--- É tão boa esta sensação que é difícil saber se o melhor foi o antes, o durante ou o depois e penso: “Acho que terei que repetir isso muitas vezes para decidir qual a melhor parte.”
Ela gosta de ouvir, e concorda, que serão precisos muitos daqueles momentos para saber qual a melhor parte!
Muitas horas depois, o dia amanhece, o sol entra pela janela, os aquecendo ainda mais, até que começa a incomoda-los pois está em seus olhos.
Quase que ao mesmo tempo eles se mexem acordando um ao outro, ele a abraça por traz e mais alguns beijos à nuca, ela se vira, e solta um apaixonante e demorado espreguiço junto com um gemidinho...
---hummmmmm bom dia... E ela vai ao banheiro.....
Enquanto Lord Milord pega um interfone e pede um café da manhã. Escuta o barulho do chuveiro. Quando ela termina, entra ele no chuveiro, e mais um leve beijo. Já arrumados eles se deliciam com as frutas, café, leite de verdade e mel de verdade e quando ele pede um pouco de mel ela dá uma ótima gargalhada. Antes de saírem porta afora rumo a suas realidades, se agarram e mais um saboroso e muitíssimo demorado beijo com sabor de café.
Vão para o carro, um tempinho para aquecer, e partem, se segue um longo silêncio, muito longo, mas não desagradável. Ao contrário, é um período que só a presença um ao lado do outro já acalenta seus espíritos, o silêncio quase fala por si, a serena energia lhes transmite PAZ, MUITA PAZ e já começa no peito de ambos, uma pontinha de saudade. Eles evitam falar nisso para não parecer cobrança, muitas trocas de olhares significativos e chegam a melhor padaria da cidade, tomam alguns cafés, muitos olhares já cheios de saudade e quase algumas lágrimas de ambos, e ela parte.
Como um astro ou uma lua apaixonada ou mesmo um cometa, mas com a certeza de ter deixado sua luz nas entranhas de Lord Milord e esta luz demorará muito tempo a se apagar.
Agora Lord Milord se sente como um novo ser, e começam a vir muitas lembranças. Muitas coisas estão vindo a sua mente, ainda um pouco desconexas, mas ele já pode ver com clareza algumas coisas de seu passado. Está claro para ele que ele tem três filhos, a imagem deles está clara em sua visão, um garoto com olhos bem redondos e um lindo sorriso, uma menina muito meiga e amiga e um rapaz com olhos muito tristes, mas ele sabe de alguma forma que todos eles são muito carinhosos e o amam muito.
Vem-lhe a mente muito claramente o momento do nascimento de dois de seus filhos, mas um deles ele não consegue se lembrar desse momento. Por alguns instantes ele se lembra do texto de Leonor que dizia da sensação de ver uma criança nascendo e ver em seus olhos uma chance de sermos melhores, e era exatamente o que ele estava sentindo.
Era como se estivesse de volta a um momento do passado, quando tinha em seus braços seus filhos. Mas ele estava intrigado, porque não conseguia ter essa visão de um de seus filhos? Ele tentava também lembrar da imagem da mãe e dos nomes deles e não conseguia.
Vinha a sua mente também a imagem de uma casa muito confortável, mas junto com essa imagem também vinha um sentimento de tristeza e incompletude, era como se aquele conforto o incomodasse como se ele se sentisse incompleto ou como que faltando algo em sua essência quando nesta casa.
Essas visões todas estavam o deixando num estado meio que de euforia e tristeza, pois ele queria muito saber de seu passado, mas queria também que esse passado fosse bom e tinha um pouco de medo de se lembrar, afinal ele sabia que a sua perda de memória era por algo muito forte e ele estava meio que pressentindo que esse passado não era tão bom assim de ser lembrado.
Milord passou o resto do dia festejando esses seus últimos momentos e tentando vasculhar todos os cantos do seu celebro a procura de outras memórias que fossem consistentes.
Lord Milord olha bem em seu rosto, ela está de óculos escuros, sem pedir nada, só olhando tira os óculos de seu rosto, olha bem em seus olhos, e diz:
--- Deixe-me ver os seus olhos, eles me dizem que estou vivo....
Leonor abre um generoso e iluminado sorriso e ele não resiste, segura suavemente em seus ombros e lhe dá um beijo bem de leve na pontinha dos lábios. Ambos ficam um pouco sem jeito, e olham ao redor, e notam que ninguém, absolutamente ninguém ao redor nota ou se importa com a presença deles. Isto os anima e então nos trocamos um longo, quente e apaixonado beijo.
Quando terminam, após um curto tempo que pareceu horas, pois a troca de energia foi quase mágica, pois Lord Milord sentiu o sabor meio doce de sua boca, seu perfume se tornou gradativamente mais forte e deliciosamente envolvente, suas mãos mais quentes e seu olhar, lançava sorrisos para todos os lados. Meio sem saber o que fazer ficaram algum tempo quase que como gagos sem saber o que falar, até que Leonor toma a iniciativa e diz para saírem dali.
Em duas ou três palavras, saem e se dedicam a si mesmos. Leonor esta louquinha de curiosidade para saber quais são os planos, Lord Milord deixa bem claro que quer contar com o elemento surpresa para impressiona-la, e terem momentos inesquecíveis do mais puro amor. E essa revelação os faz rir muito.
Perto do carro de Leonor, Lord Milord mais uma vez surpreende, pois pede para dirigir, Leonor meio sem confiança nele, resolve arriscar e lhe entrega as chaves. Antes de sair, ele abre a porta malas e põe alguma coisa envolta numa tolha de mesa xadrez e diz que ali tem algumas coisas que ela iria gostar muito.
Ao pegar no volante, já na primeira quadra fica evidente que ele tem muita habilidade e é muito calmo ao dirigir, e saem para um rumo ignorado para ela e ele faz questão de manter esse segredo. Pegam uma estrada de asfalto que parece um tapete, gramados por toda volta, aparados e verdes como em um jardim, paisagens bonitas e relaxantes, o sol brilha, mas aquece pouco, pois o frio lá fora é cruel, dentro do carro esta quentinho. Leonor vai olhando as placas tentando descobrir para onde vão e pergunta recebendo como resposta, somente um sonoro
--- AGUARDE.
De seu bolso, ele tira um CD e coloca para tocar, dizendo:
--- Esta música combina com você.
Leonor não diz sim nem não só fica ouvindo e sorrindo, Lord Milord então cria coragem e põe a mão em seu joelho, ela pega em sua mão, puxa-a e dá um beijo, acalenta sua mão em seu colo como se o estivesse abraçando, abaixa a mão, deixando-o perceber que prefere que não toque em seu joelho, ainda!
Ela então nota que estão mudando de estrada, para uma estrada com duas pistas, vê uma placa e diz:
--- Onde você está indo? Já estamos longe demais!
--- Relaxe, pareço mas não sou maluco, confie em mim, ao chegarmos, se você não gostar ou não quiser, tudo bem eu volto.
Andam cerca de 20 min, entram numa estradinha estreita, depois numa estrada de terra e andam, andam, sobe, desce, sobe de novo e entram num clube de campo, um enorme lago a frente, param e ele diz.
--- Me falaram deste lugar, já vim aqui uma vez para saber se seria digno de você, e achei que sim, então achei que seria ideal ver com você o pôr de sol que costuma fazer aqui, e ver a primeira estrela do céu ascender e saber se ela tem algo a nos dizer.
Vai ao porta-malas e rapidamente volta com uma garrafa de vinho tinto e outra de vinho branco
--- Eu sei que você gosta de vinho branco.
E ficam ali jogando conversa fora olhando o colorido do céu, tomando vinho e gradativamente se aproximando, alguns beijos mais quentes e Lord Milord percebe que a curiosidade de Leonor a incomoda e ele revela que reservou um chalé, bem pertinho dali com lareira e uma linda vista. E que os aguarda um Foundie de queijos.
Então ela relaxa e se solta, o frio esta intenso. O romântico jardineiro das poesias, está com a pontinha do nariz quase congelando e com todo o seu charme pede que ela o aqueça em seu pescoço, ela ri muito, mas topa e os carinhos começam a esquentar, mais vinho, muitos beijos, por cima das roupas a sua mão pode sentir o corpo dela, seus seios, toca em suas pernas, seu joelho e vai escorregando bem de leve as mãos por suas pernas em direção ao seu sexo ela por puro charme resiste e desvia a sua mão de seu objetivo, e lhe sussurra no ouvido.
---- Aqui... não!
Tomam um pouco mais de vinho... ele aponta para o céu e diz
--- Olha, olha ... a primeira estrela... Faça um pedido... Rápido ou perderá o primeiro minuto...
Ela brevemente fecha os olhos, sorri e diz
--- Pronto...
Milord então tem um flash para mais uma poesia, pega um papel e como não encontra caneta usa o lápis de maquiagem de Leonor, escrevendo:
A ÚLTIMA ESTRÊLA
A primeira estrela da noite,
Concede um pedido,
A quem pedir com fé,
Basta ficar atento.
E quando ela surgir,
Basta pedir, que ela te atende,
A ela já pedi amores,
Que ganhei e depois perdi.
Já pedi conforto,
Que tive,
E depois vi que não tem valor,
Agora vou mudar tudo.
Crendo numa outra lenda,
Que a ultima estrela, é permanente.
Mas a ela você deve oferecer, e não pedir,
Ofereça o que é mais importante.
O que lhe for mais precioso.
Fique em vigília a noite toda,
Do pôr do sol ao amanhecer,
Pode ser só ou com seu amor.
Pense a noite toda.
No que te é mais precioso,
Ao amanhecer, tenha somente uma eleita,
Vigie todas as estrelas,
E dedique a elas o que escolheu,
Uma só oferta,
E ofereça à ultima estrela,
Como se não pudesse nunca mais ter
Esta ultima estrela da noite,
Lentamente mudará o destino.
O universo todo se ajustará a sua oferta,
Não será rápido,
Mas você terá,
Para sempre o que ofertou,
Pois este é o segredo,
Tudo que você liberta, será seu.
Será seu eternamente por direito,
A esta estrela,
Eu já ofereci o meu amor por você.
E estarei esperando.
Por toda a eternidade,
Que ela traga você p/ mim.
E então eu poderei,
Desaguar todo o meu sentimento em você
Me misturar a você e...
Como a ultima Estrela,
Ver a nossa luz se refletir no Sol.
Karly está com um ar de quem não esta se contendo dentro das roupas e esboça um sorriso meio sacana que o deixa maluco e então a cobre de beijos, nos olhos, na face, nas orelhas, no pescoço, nas mãos, e na boca. Seus hálitos se misturam com o cheiro do vinho. Combinam então de acender mais umas estrelas e ir ao chalé, pois o frio esta aumentando e a excitação quase explodindo.
Fecham a garrafa de vinho e partem rumo ao que mais queriam, naquele momento. Estacionam o carro e avistam o chalé a cerca de 50m no meio das árvores, pequeno, um terraço com uma rede, tudo envidraçado, param a frente da porta, ele abre a porta e com um meio sorriso pede:
--- Deixa eu me realizar, quero entrar com você no colo.
Leonor ri muito, acha engraçado diz que é ela que vai carrega-lo, mas acaba aceitando. Um delicioso beijo antes de entrarem e passam pela porta, ela estica o braço, ainda no colo dele e num golpe fecha-a Já com ela no chão segue-se um beijo, ela parece agora outra pessoa, mais atirada, e mais ousada, pois este beijo é mais quente que os outros. Lord Milord se assusta um pouco mas gosta, uma breve pausa para acender a lareira, Álcool e fósforos e,
VOUCHHHHH ... pronto.
Ficam ali na frente sentindo aquele calorzinho gostoso, olhando o fogo, ele os hipnotiza por mais alguns instantes, já estão quase relaxados e ela pula e pergunta sobre o Foundie.
---- Deixa este Foundie pra depois, temos coisas melhores a fazer...
Ele a abraça e a puxa para perto da lareira, beijos ao pescoço, nuca, enfia sua mão por baixo de suas roupas em busca de seus seios, encontra-os e aquele toque macio o excita demais, ele levanta o sutiã e tateia até encontrar seus mamilos e diz:
--- hummm que delicia.....
Ela mais ousada, toca em seu membro e o acaricia sobre as roupas e começam então com movimentos eufóricos e descoordenados de tirar as roupas. Eles não sabem se tiram a própria roupa ou a do parceiro. Às vezes parece que vão desistir e ficar só se beijando, mas logo voltam e a se despir e ficam só de cueca e calcinha.
Lord Milord já está excitado como aço, e mal cabia dentro da cueca. Então ele para com as caricias por um instante, pois quer olha-la e ver seu corpo, seus seios, olhar seu sexo escondido em baixo da calcinha, e poucos instantes depois, retoma o prazer táctil e beija seus seios, primeiro um, depois o outro, seus lábios mordiscam de leve os mamilos, apalpa com delicadeza seu sexo. Leonor enfia suavemente a mão por baixo da cueca e segura o seu sexo que já está aos saltos de alegria, por estar em suas mãos.
No chão há um daqueles tapetes de pele, no sofá um edredon daqueles bem fofinhos, Meio afobados eles esticam o edredon no chão, se deitam e revitalizam os toques, e suas carências se completam, a luz da lareira se reflete na pele de Leonor e seus cabelos ficam dourados, seus olhos brilham como se fossem chorar, mas evidente que não irão, Lord Milord se encanta com a imagem do fogo refletido em seus olhos e o fogo em seu sorriso.
Um novo beijo apaixonado os faz se livrarem do que restou das roupas. Com a mão em seu sexo e sentindo sua umidade, seu calor, a sensação de tocar é tão prazerosa para ele que a respiração aumenta, o coração dispara, beija seus seios e vai descendo, para em seu umbigo e fica ali por alguns segundos, circulando com a língua ao redor dele e as vezes explorando-o inteiro. Então vai descendo bem devagar, já sentindo em seu rosto os seus pelinhos acariciarem suas narinas. O cheiro de seu sexo já se espalhava e como um delicado perfume para ele, o deixava meio fora da realidade e sonhando em estar dentro dela. Mas ele achava que ela ainda não estava no ponto para isso e quis se estender um pouco mais nas preliminares, beijando todo seu ventre se detendo em especial naquele ossinho saltado que segura a calcinha.
Seu sexo está pronto, molhado e querendo fazer amor, e seus lábios compulsivamente vão em sua direção e sugam tudo que podem e segue explorando cada milímetro de seu sexo com a língua, as dobrinhas, os lábios, tudo, até que sai em busca da pequena ervilha que se esconde, acha, e com a língua percebe que esta bem intumescida, muita massagem e logo ela começa a acelerar a respiração.
A esta altura ela já fez mil peripécias com o sexo de Lord Milord em sua boca, a varinha mágica já quase começa a soltar estrelinhas de sua ponta, quase não consegue acreditar como sua boca pode absorver todo o seu sexo e como mágica o faz reaparecer. Seu sexo já esta todo lambuzado de mel. O mel do mais puro desejo e amor, e como eles gostam deste mel. A paixão e o tesão são tanto que por um momento não sabem o que fazer. Continuam então, como loucos, a se acariciar, pois querem ver seus sexo se comprimirem em espasmos se apertando, Lord Milord usa a boca como se fosse seu sexo e em alguns minutos ele consegue, ela quase sem fôlego só diz bem baixinho.
--- Aiiiiiiiii não pare....
Este é o momento que ele mais queria para penetra-la, mais algum tempo até ela terminar e com o rosto todo molhado de mel, ela deitada sobre o edredon, ainda não refeita, ele se posiciona para penetra-la, por puro desejo faz uma penetração voraz seguida de um delicioso beijo e iniciam o vai vem.... vai e vem.... meio lento no começo.... vai acelerando...vai e vem..... as respirações também aumentam o ritmo... não podem resistir muito e mais algumas idas e vindas e ela já com o rosto de lado, olhos fechados, abraçando-o com as pernas, segura a respiração por alguns instantes e suas mãos apertam seu peito a outra o edredon, parece que gozou.
Ele se solta e quase explode dentro dela, rápido ele tira para derramar o seu leite no ventre e colo dela, uma, duas, três, quatro... cinco espasmos, está exausto, sai de cima dela e se deita ao seu lado.
Leonor passa a mão sobre todo o leite e o espalha em seu corpo, vai em busca da fonte de mel e o mistura com o leite, os corpos se misturam, seus sentimentos se misturam, suas almas se misturam.
Um corpo sobre o outro e ficam ali como que desmaiados, a respiração vai voltando, o suor escorrendo em seus rostos, o fogo estala e chama a atenção e novamente os hipnotiza. Leonor carinhosamente se chega nele e puxa o lado do edredon que esta esticado no chão sobre ambos, pois o frio esta voltando, se abraçam, com os braços e pernas.
Seu sexo muito molhado se espremendo na coxa dele e o mel escorrendo pela perna, o cheiro deles se mistura com o cheiro de lenha queimada, muitos beijos e devagarinho recomeçam a falar as bobagens, tolices e muita conversa sem utilidade nenhuma, mas deliciosas. Ele a elogia, seus cabelos, olhos, boca, seu cheiro, seu hálito, ela sem jeito ouve com atenção e se delicia de paixão, pois nunca um elogio foi tão esperado por alguém.
Eles ficam neste estado de graça se sentindo como se o mundo estivesse parado observando-os e esperando-os. Ele se estica todo para pegar o vinho, sem sair daquele caloroso abraço e quase uma hora depois resolvem fazer o tal foundie, pois Começa a pintar aquela fome e Leonor assume o comando das coisas com uma alegria que parecia que tudo tinha um colorido diferente. Esta coisa deles se dedicarem a preparar algo para comer era uma deliciosa novidade para eles.
O cheiro do foundie já começa a se espalhar, aguçando ainda mais o apetite. Já os primeiros pedaços são trocados entre eles quase como se fosse um prêmio, entregue um ao outro.
Então Leonor pega em sua bolsa algumas folhas escritas e diz que também escreveu algo para ele, e que gostaria de ler.
Lord Milord adora a coisa toda e com entusiasmo pede que ela leia. Leonor com sua voz meio rouca, mas muito suave e doce começa e ler. Entre um copo de vinho e um pedaço de foundie dado na boca um do outro, trocam alguns carinhos em meio à leitura dela:
AQUELA SENSAÇÃO
Há um sentimento que não existem palavras exatas para defini-lo ou descreve-lo. E chamo a isto de “Aquela Sensação”.
Só quem já sentiu “Aquela Sensação” pode entender ao que eu me refiro, é algo muito especial que nos invade de repente, dominando o peito e a mente provocando um bem estar incomparável a qualquer outra coisa ou sentido. Temos que ter uma sensibilidade extrema para perceber quando “Aquela Sensação” começa e quando ela acaba. Pois ela sempre vem silenciosa, bem devagar, fica ali quietinha, só provocando prazer, transformando a realidade em algo menos duro, mostrando que nossas tristezas são coisas que podemos superar, nos dando forças para olhar tudo que nos rodeia com olhos de feitiço de bondade.
Não costuma durar muito, e como veio, vai, bem devagar se esvaindo de nosso ser, bem lentamente, e quando percebemos, ela se foi. O engraçado que quando lembramos “Daquela Sensação”, ela volta integralmente, nos tira da realidade, nos faz viajar em sonhos, arranca um sorriso em nosso rosto e muitas vezes encharca nossos olhos com a mais pura essência de nossa emoção.
Em muitos momentos de nossa vida, sentimos “Aquela Sensação”, que vem nas mais diversas situações. Quando vemos uma criança nascer, e olhamos em seus olhos pela primeira vez, e lá vemos mais que uma vida, vemos ali a oportunidade de sermos melhores, pois o mundo que fazemos será o mundo dela.
Ou quando um amigo verdadeiro se lembra não de seu aniversário, mas que você gosta de carne mal passada e caprichada no sal, e lhe entrega um prato e diz, “especial p/ você...” ou quando, vesti aquela roupa de Papai Noel, para levar um pouco de alegria a quem não tem família e na entrega dos presentes um garotinho que você não conhece, percebe o exagerado brilho em seus olhos, beija-lhe o rosto e diz “Sorria hoje é natal, ninguém pode chorar...”.
“Aquela Sensação” fica ali por muitos anos, se somando a outras que sempre estão chegando seja num abraço terno de quem você ama, seja num abraço de quem você fez as pazes... Ou até quando um idoso lhe sorri sem motivo.
“Aquela Sensação” não costuma estar presente no sexo, nem nos mágicos momentos que o antecedem, mas vem depois dele, quando no mais verdadeiro momento de duas pessoas, seus olhares se cruzam e nada precisa ser dito, absolutamente nada, só a respiração do outro já nos basta para manter “Aquela Sensação” por muito tempo no peito e eternamente na memória.
Infinitas coisas nos provocam “Aquela Sensação” variando apenas a intensidade seja num dia de inverno, muito frio, e quando nos expomos ao sol e sentimos que ele nos envolve e nos abraça com aquele calor que vai crescendo, crescendo, aquecendo e espantando o frio, ou quando sentimos a areia da praia envolvendo nossos pés, bem devagar absorvendo-os com seu frescor de verão, e até mesmo quando você sente o cheiro de seu primeiro carro novo, ou paga sua ultima prestação.
Muitas vezes não a buscamos, ela nos procura e nos surpreende, trazendo à um reencontro, pessoas que já não nos lembrávamos e representam um bom tempo, quando temos a notícia que alguém muito querido, não corre mais perigo e não vai mais morrer, ou quando você descobre que não sente mais nada por alguém que você queria esquecer, e até quando você nota que seu trabalho tem valor, ou reencontra o prazer esquecido de amar percebendo que existem muitas formas de amor e todas elas valem a pena, ou melhor ainda, que todas elas ainda estão dentro de você.
Algo interessante é que “Aquela Sensação” nunca está sozinha, ela sempre vem acompanhada de emoções boas e gostosas, ora o amor, ora a satisfação de um profundo desejo, ora a amizade sincera ora a surpresa jamais imaginada, ora a ação totalmente previsível, ora a alegria e por vezes até a solidão, aquela solidão de sentir prazer em estar só, que nos permite conviver com os melhores amigos, que são os nossos sentidos e introspecções, até a saudade e a ansiedade de ver alguém são boas companheiras dela.
Mas algumas vezes, “Aquela Sensação” vem acompanhando pessoas, Raros seres que sem a menor pretensão, só olham para você, ou ouvem o que você quer falar, ou falam o que você não esperava ouvir, e você já se sente “Daquele Jeito”, meio que nas nuvens, flutuando ou pairando sobre todas as outras sensações humanas.
Às vezes até a simples leitura de uma poesia, ou texto feito para expressar emoções de outros, mas que se encaixam com perfeição em nosso ser, provocam com maestria e mistério “Aquela Sensação”.
O que acho por demais atraente, é que você parece intuitivamente dominar todas as formas para provocar em mim a tal “Daquela Sensação”, seja em olhares reais ou imaginários, seja em sua voz ou em suas palavras, as vezes com sua presença as vezes com sua ausência, ou no seu toque suave e carregado com seu perfume de pele, às vezes no calar as vezes no falar e muitas vezes só no pensar, muitas vezes já me peguei com a “Tal da Sensação” e um sorriso nos lábios e você no pensamento.
Então acabo achando que para obtê-la sempre, por toda a vida, não o tempo todo, pois ela é assim mesmo, vai e vem, é preciso viver no sentido mais simples possível, sem complicações, viver sentindo, viver contemplando, viver orando, viver usando e exercitando a sensibilidade que adquirimos ao nascer e o mundo persiste em tentar nos tirar, desconfio até que você tem algum pacto misterioso com ela (“Aquela Sensação”), só para me fazer melhor.
Em certos momentos não sei bem o que te falar, ou como te falar coisas, quando você perceber um desses momentos, saiba entender e lembre-se que a ausência “Daquela Sensação” provoca carências, saudade e introspecção e me deixa um pouco sem ação.
Será algum tipo de dependência?
Pode ser, mas se for, terá o nome de “Dependência da Vida”...
Muitos copos de vinho depois, alguns comentários do delicioso texto que Leonor acabara de ler, já estavam acendendo estrelas, muitos beijos e caricias ascendendo estrelas, pois eles sabem que tem um compromisso de reacende-las todas de novo, para os próximos que as quiserem apagar.
Lord Milord fica em paz, e com enorme bem estar com o que ela acabava de ler, tornando ainda mais adorável aquele momento e a cobre de abraços, beijos e elogios. Agora eles estão com uma proximidade tão grande que parecem que são amantes já a muitos anos e que se conhecem há mais tempo ainda. Este texto que ela fez, diz muito mais que as palavras que lá estão, pois Leonor, está mostrando um lado de suas emoções que ela sempre escondeu, e o que é mais bonito ela esta mostrando este lado com orgulho, com satisfação de mostrar que em seu coração existem sentimentos. Eles exploram um pouco a idéia que ela lançou e comentam que isso poderia virar uma linda poesia.
Mas aquele momento era reservado para outros sentidos, eles estavam guardando a sua atração para um momento como esse e ambos não queriam desviar demais a atenção para assuntos que poderiam ser vistos em outros lugares. Aquele momento era reservado para o amor, as caricias e o tesão. E recomeçam a se tocarem.
Em meio a muitos carinhos, Lord Milord sente o sexo dela novamente em suas mãos, a varinha de condão que havia desaparecido ressurge timidamente em sua mão quente e ela beija a pontinha onde derrama leite e nota que ela ainda não esta pronta para as novas mágicas e ele diz:
--- Meu maior prazer é te ver andar, dançar, eu adoro ver você se movimentar, você á sensual e me excita. E ela com uma expressão de quem esta excitada e vai fazer alguma molecagem, diz:
--- Você quer ver? Quer me ver fazer umas molecagens?
--- É o que mais quero...
Se levanta, veste o casaco de Lord Milord bem macio, grande e quente em cima de seu corpo nu, deixando seu corpo meio escondido dos olhos dele, abre outra garrafa de vinho, e serve, põe uma música, e sai caminhando pela sala com um balanço que parecia estar dançando.
Alguns goles de vinho depois, um copo, quase dois. Leonor dançando, deixa suas mãos percorrem seu corpo, tocam seus seios, seus pés param, mas suas mãos é que iniciam uma linda dança por dentro do casaco, sem que Lord Milord pudesse ver onde estavam, só as imaginava.Fazendo piruetas e malabarismos em seus contornos, em suas curvas com expressões que nem ela acreditaria que conseguiria fazer. O jardineiro romântico nota que sua varinha mágica se emociona com o bailado de suas mãos e se ergue.
Ela se inspira com a reação de seu sexo e resolve provoca-lo. Seus dedos se embrenham nos pelinhos, a caminho do paraíso, encontra-o, o mel deixa tudo muito escorregadio, os dedos querem imitar todo o balé que a pouco tinha ocorrido.
Sua respiração se acelera, ela meio sem jeito, prefere continuar de olhos fechados, se ajoelha bem pertinho dele que mal pode ver seu sexo, sua mão e seu corpo, pois ela ainda esta com o casaco, só vê o seu rosto, fazendo as expressões mais fascinantes de prazer, nesta hora até esquece a música que toca e se lembra da versão da Ellis da musica “Fascinação”, e a sensação vai crescendo.
Ele se lembra de seu cheiro, e até pode senti-lo, está tão ereto que quase dói, ela num súbito gesto, tira o casaco, joga longe, e agarra a varinha mágica e numa fúria de um segundo, a engole, solta-a e em nova fúria, começa a mais arrogante cavalgada e nesta hora, novamente ele se desliga da música e lembra da música “Cavalgada das Walquírias” de Wagner que é perfeita para este momento, com suas mãos ela quase o imobiliza.
Leonor só consegue pensar em si mesma, e isto é o que mais seu parceiro queria, para ele é uma visão extasiante , e ela sabe disso e para agrada-lo ainda mais, se inclina um pouco p/ traz deixando bem a mostra, como ela se apodera da varinha mágica e a absorve, seu corpo sobe, desce, sobe desce, sem parar, sua respiração já quase se transforma em gritos sussurrados, bem baixinhos, O prisioneiro não agüenta e entra na dança, também subindo e descendo.
Num descuido deles, escapa e tem uma boa surpresa. Aproveitam a pausa forçada e trocam de posição, ele pede que ela vire de costas, deitada de lado sobre o edredon, com a varinha de condão na mão vai tateando até encontrar a entrada do paraíso, encontra, bate na porta, sem esperar entra derrubando até a porta.
Ele a agarra pela cintura, agarra com delicadeza seus seios, mordisca sua nuca, e a respiração esta descompassada, sem ritmo, algumas idas e vindas e Lord Milord sente que algo dentro dele vai crescendo, fazendo-o domina-la nesta hora, ele a pega com força, e põe todo o seu vigor nos movimentos, a cada movimento, ela a segura com força e a faz se sentir como uma fêmea a mercê de seu macho e explodem novamente, só que desta vez juntos, os espasmos quase que se sincronizam, e se ajudam.
Novamente caem de lado, exaustos e satisfeitos, ele ainda dentro dela vai encolhendo, encolhendo, ainda restam alguns espasmos quase imperceptíveis, quase sem se mexer, puxam de novo o cobertor e ficam ali, na mesma posição agarradinhos, muitos beijinhos nas costas dela, na nuca, pescoço.
Ela se contorce um pouco para um beijo na boca, muito longo, calmo, quente e saboroso como uma sobremesa. Sem se desgrudarem, pegam almofadas e acomodam as cabeças e ali ficam quietinhos por um tempão, o sono vem e se entregam a ele, trocam calor e se aquecem.
Lord Milord então sussurra no ouvido de Leonor.
--- É tão boa esta sensação que é difícil saber se o melhor foi o antes, o durante ou o depois e penso: “Acho que terei que repetir isso muitas vezes para decidir qual a melhor parte.”
Ela gosta de ouvir, e concorda, que serão precisos muitos daqueles momentos para saber qual a melhor parte!
Muitas horas depois, o dia amanhece, o sol entra pela janela, os aquecendo ainda mais, até que começa a incomoda-los pois está em seus olhos.
Quase que ao mesmo tempo eles se mexem acordando um ao outro, ele a abraça por traz e mais alguns beijos à nuca, ela se vira, e solta um apaixonante e demorado espreguiço junto com um gemidinho...
---hummmmmm bom dia... E ela vai ao banheiro.....
Enquanto Lord Milord pega um interfone e pede um café da manhã. Escuta o barulho do chuveiro. Quando ela termina, entra ele no chuveiro, e mais um leve beijo. Já arrumados eles se deliciam com as frutas, café, leite de verdade e mel de verdade e quando ele pede um pouco de mel ela dá uma ótima gargalhada. Antes de saírem porta afora rumo a suas realidades, se agarram e mais um saboroso e muitíssimo demorado beijo com sabor de café.
Vão para o carro, um tempinho para aquecer, e partem, se segue um longo silêncio, muito longo, mas não desagradável. Ao contrário, é um período que só a presença um ao lado do outro já acalenta seus espíritos, o silêncio quase fala por si, a serena energia lhes transmite PAZ, MUITA PAZ e já começa no peito de ambos, uma pontinha de saudade. Eles evitam falar nisso para não parecer cobrança, muitas trocas de olhares significativos e chegam a melhor padaria da cidade, tomam alguns cafés, muitos olhares já cheios de saudade e quase algumas lágrimas de ambos, e ela parte.
Como um astro ou uma lua apaixonada ou mesmo um cometa, mas com a certeza de ter deixado sua luz nas entranhas de Lord Milord e esta luz demorará muito tempo a se apagar.
Agora Lord Milord se sente como um novo ser, e começam a vir muitas lembranças. Muitas coisas estão vindo a sua mente, ainda um pouco desconexas, mas ele já pode ver com clareza algumas coisas de seu passado. Está claro para ele que ele tem três filhos, a imagem deles está clara em sua visão, um garoto com olhos bem redondos e um lindo sorriso, uma menina muito meiga e amiga e um rapaz com olhos muito tristes, mas ele sabe de alguma forma que todos eles são muito carinhosos e o amam muito.
Vem-lhe a mente muito claramente o momento do nascimento de dois de seus filhos, mas um deles ele não consegue se lembrar desse momento. Por alguns instantes ele se lembra do texto de Leonor que dizia da sensação de ver uma criança nascendo e ver em seus olhos uma chance de sermos melhores, e era exatamente o que ele estava sentindo.
Era como se estivesse de volta a um momento do passado, quando tinha em seus braços seus filhos. Mas ele estava intrigado, porque não conseguia ter essa visão de um de seus filhos? Ele tentava também lembrar da imagem da mãe e dos nomes deles e não conseguia.
Vinha a sua mente também a imagem de uma casa muito confortável, mas junto com essa imagem também vinha um sentimento de tristeza e incompletude, era como se aquele conforto o incomodasse como se ele se sentisse incompleto ou como que faltando algo em sua essência quando nesta casa.
Essas visões todas estavam o deixando num estado meio que de euforia e tristeza, pois ele queria muito saber de seu passado, mas queria também que esse passado fosse bom e tinha um pouco de medo de se lembrar, afinal ele sabia que a sua perda de memória era por algo muito forte e ele estava meio que pressentindo que esse passado não era tão bom assim de ser lembrado.
Milord passou o resto do dia festejando esses seus últimos momentos e tentando vasculhar todos os cantos do seu celebro a procura de outras memórias que fossem consistentes.