Numa tarde, chega à cidade uma orquestra para se apresentar na concha acústica da praça, e o poeta fica a observar toda a montagem, cada detalhe, aquilo tudo lhe parecia familiar, ele parecia adivinhar os movimentos das pessoas e ajudantes da orquestra, na hora da afinação dos instrumentos ficava sem querer fazendo caretas para os sons ruins ainda desafinados e sorrindo para os sons ajustados.
Poucos instantes antes da apresentação, ele fica a pensar se Leonor virá, torcendo por poder ouvir aquelas músicas na companhia dela e fica com os olhos a sua procura, se agitava de um lado para outro esperando vê-la, muitas pessoas vão chegando, se alojando nos bancos , canteiros, alguns subiam em arvores, mas curiosamente ninguém ocupava o banco que ele costumava se alojar.
Até que surge no meio das pessoas, quem ele esperava, Leonor estava deslumbrante, com uma roupa comportada que marcava seu belo corpo com discrição, com um andar firme e calmo, ela quase desfilava numa passarela, só para ele ver.
Ela havia se preparado para aquela ocasião com muito esmero, cuidou dos cabelos, da pele, escolheu com muito capricho a roupa e até comprou um perfume especialmente para ocasião, fez questão de escolher uma fragrância bem suave, pois achava que assim agradaria aquele poeta tão doce e suave.
No ímpeto de encontra-la, o peito dele parecia ter se tornado maior, parecia ter o dobro do tamanho, de tão fundo que ele respirou para tomar coragem de ir ao seu encontro, mas nem foi preciso. Leonor o procura para assistirem juntos o espetáculo, a atração entre eles era muito forte, ela queria sentir de novo aquele seu cheiro de pele, queria ver os seus olhos fixos nos seus queria poder toca-lo. Só de se olharem seus corpos já se preparavam para o amor, apesar deles nunca terem se tocado.
Começado o espetáculo, Leonor que adorava música faz comentários sobre o que ouve, dizendo que adora Mozart mas o poeta diz que o que toca não é Mozart e sim Vivaldi, eles dão boas risadas com a confusão, e continuam a comentar e curtir cada trecho da apresentação, ora um, ora outro chamavam a atenção para os acordes que estavam por vir, destacando este ou aquele instrumento ou dizendo que alguns trechos lhes transmitiam sensações ou lembranças.
A troca desses sentimentos foi os aproximando e criando um clima de intimidade. Eles já há algum tempo trocavam afinidades musicais e já haviam desenvolvido um código de sinais, gestos e olhares que transmitiam sentimentos e emoções. Bastava um simples gesto de mostrar o braço arrepiado que eles já entendiam que as emoções estavam à flor da pele.
Leonor se envolvendo com aquela troca de energias, já começa a pensar na possibilidade de realizar alguns sonhos que tivera com o poeta, e com sutis movimentos tenta fazer que ele crie coragem e se aproxime. Elegante e charmosa, ela até queria ser mais ousada, mas ali diante de todos, a sua timidez não permitiria, além do que ela ainda não tinha percebido uma grande receptividade do andarilho.
Muitos acordes vão se sucedendo, trocam alguns toques, onde suas mãos se resvalam, sentados lado a lado seus joelhos se encontram timidamente, seus olhares parecem meio perdidos mas viviam se encontrando e dizendo que o desejo entre eles estava crescendo muito e que aquela noite seria muito especial, como Leonor sonhou. Tudo indicava que eles se entregariam numa noite de muita energia e carinho.
Ao evoluir das músicas eles vão se chegando, trocando afagos, até que Leonor em busca de um beijo, com muita sensualidade entrelaça seus braços com os dele e apoia sua cabeça em seu ombro. O poeta das flores percebe e sem nem ele mesmo saber por que resiste, ele está maluco por um beijo, mas algo o segura, ele fica confuso e receoso com a reação dela, pois ele, ate aquele momento, só tinha percebido amizade e admiração nela, ele sabia que a desejava, mas tinha duvidas do que ela sentia.
Terminado o espetáculo todos se levantam para aplaudir, Leonor solta de seu braço somente por alguns segundos, para aplaudir, em seguida se entrelaçando novamente, tentando deixar evidente as suas intenções. Mas neste momento, muitos que estavam na praça, já estavam com a sensibilidade estimulada pela música e se aproximam do casal puxando conversa com intenções claras de ouvirem uma sessão de poesias, como em outras noites.
Leonor se incomoda com a aproximação de tanta gente, pois aquilo poderia arruinar com seus planos de algo mais intimo com o poeta. Mas foi inevitável, ela até tentou pedir que ele a acompanhasse até em casa, e ele envolvido com o assedio das pessoas nem percebeu e lhe disse somente.
--- Levo sim, daqui a pouco!
Ela vai ficando aborrecida com a coisa, pois percebe que ele esta mais empolgado com a multidão que o cerca, ela fica enciumada e reage com certa irritação. Soltando seu braço e se afastando um pouco para pensar, ele percebe e pede que ela fique mais perto. Ela vai, mas deixa claro que está aborrecida.
As pessoas começam a sugerir temas para que ele desenvolva. Mas ele para tentar agrada-la, diz que gostaria muito de fazer um conto em homenagem a Leonor... e pede que ela sugira o tema. Leonor com um misto de irritação e vaidade lhe diz que gostaria que ele falasse do amor entre a terra e a lua.
Ele com toda sua elegância e altivez, se levanta, limpa a garganta respira fundo e começa.
A LUA APAIXONADA.
Em um lugarejo afastado dos problemas das grandes cidades e bem próximo da sabedoria das coisas naturais, vivia um povo que tinha como deus, O Saber, A sabedoria das decisões simples...
Este povo com suas meditações, observavam atentamente a natureza e suas mudanças. E um dia se assustaram, pois notaram que a Lua estava ficando pálida e sem cor. Reuniram os mais experientes sábios para analisar o problema e concluíram:
A lua estava pura e simplesmente apaixonada, diziam os velhos sábios, os fatos induziam a uma só conclusão: tratava-se de uma Lua Nova, uma Lua cheia de amor, de uma Lua que precisava se dar.
Os sábios, apoiados em sua sabedoria, concluíram também que: era o Mundo a causa do sofrimento da Lua. E segundo um antigo axioma do lugar, “Males de amor, só podem ser curados com o próprio amor” pois amar o objeto da paixão é a única forma de acalmar este amor.
Os sábios se reuniram muitas vezes e concluíram que apesar de não saberem com segurança qual seria o sentimento de nosso mundo em relação á Lua, tinham que tentar favorecer a união. Começaram então a surgir muitas duvidas:
- O mundo aceitaria uma união com sua escrava?
- Aquela que desde o principio dos tempos o rodeava, sempre procurando encanta-lo com sua beleza e harmonia?
- Como favorecer este amor?
- O que a Lua estava querendo?
- Uma união? Que eles se tocassem? Se amassem?
- Mas como seria o êxtase deste amor?
- Poderíamos comparar estes astros com os seres humanos que precisam por demais de uniões carnais de toque ou deveríamos compara-los com as plantas que se unem e se reproduzem através da ação de insetos ou mesmo do vento, sem nunca se tocarem?
- O que resultaria desta união? Outros astros?
Diante de tantas duvidas, resolveram que sua sabedoria não era suficiente para respondê-las e que seria mais “Sábio” consultar toda a população sobre o que fazer.
Chamaram todos e especialistas em Marketing e encomendaram uma campanha de envolvimento da população no problema, explicando todos os fatos apurados e concluídos até então, e explicando a todos que a decisão era de significativa importância para todos, pois todos em algum momento da vida estariam amando, os apaixonados sempre buscam inspiração na Lua, e como se inspirar num símbolo infeliz?
Criou-se até uma vasta lista de premiações, para as melhores sugestões sobre” O QUE FAZER PARA TORNAR A LUA FELIZ”, que seriam julgadas pelos sábios.
Detonada toda a campanha de sensibilização de todo nosso planeta, criou-se toda uma legião de pessoas para fazer a triagem de todas as sugestões, escolher as melhores, passar para o quarto escalão que separaria também as melhores, e assim por diante, para que chegassem aos sábios, somente aquelas sugestões que tivessem chance de sucesso. Meses e meses de trabalho e os sábios não conseguiam nenhuma idéia digna de toda a sabedoria acumulada por nossa cultura.
Um dos sábios, já muito velho, estava muito cansado de tanto esforço para continuar agindo como um sábio e só tomar decisões sábias, que resolveu se conceder um descanso, foi para um grande centro urbano onde viviam seus bisnetos e se disfarçou de Super Homem, já que naquela cidade os Super Homens eram muito abundantes andavam por todos os lados, e todos iguais, pois todos usavam ternos escuros e gravatas iguais.
Na convivência com seus parentes, apaixonou-se, por uma linda menina de cinco anos, que tinha o curioso nome de Sabor e era sua bisneta. Era uma linda garotinha, muito carinhosa e gentil, mas também muito contestadora e queria saber todos os porquês de tudo. Foi inevitável ter que explicar para sua mais recente paixão, que movimentação era aquela, que todos só falavam na tristeza da Lua... e como cessar esta amargura.
E o dialogo foi mais ou menos assim... ( a menina chamava carinhosamente o bisavô de Bizô, e este a chamava também carinhosamente de Sabinha, pois ela era pequena, cheirosa, sempre arrumadinha e de pele rosada)
---- Bizô!
---- Fale Sabinha
---- Porque todos estão tão preocupados com a Lua?
---- Pois todos querem ajuda-la.
---- Por que? Ela esta doente?
---- Mais ou menos, ela esta sofrendo por alguém.
---- Como sofrendo por alguém, não entendi.
---- Achamos que ela anda empalidecendo ultimamente e isto é sofrimento.
---- Como sabem? Ela é uma Lua ! Não gente! Sua palidez pode ser de felicidade!
---- Não querida, os maiores sábios de nosso planeta estudaram muito a lua e concluíram que ela esta sofrendo de amor pelo nosso mundo.
---- Ô Bizô, vai com calma você esta falando coisa que eu não sei o que é? Primeiro, o que é Amor?
---- Bem, querida Sabinha, Amor é quando duas pessoas se gostam demais, e querem ficar juntinhas o tempo todo.
---- Só isso?
---- Bem, alem de ficarem juntas, as pessoas querem também se ver felizes trocando carinhos e afagos.
---- O que é isso?
---- É quando as pessoas se abraçam, se tocam, se beijam e querem ver o outro feliz.
---- Haaa é isso, mas tudo sente amor?... Até as plantas?
---- Bem Sabinha eu creio que sim, pois as plantas também não podem viver sós, elas precisam umas das outras.
---- E como as plantas se beijam e se abraçam?
---- Bem, os beijos e os abraços das plantas, são diferentes, pois uma abelhinha entra numa flor, recebe um beijo dela e o transmite a outra flor, e nascem muitas outras flores.
---- Foi assim que eu nasci?
---- Não ! nas pessoas é diferente, o homem põe uma sementinha na mulher e nascem as crianças.
---- E como o homem põe esta semente?
---- Durante muitos beijos e abraços, a sementinha sai do homem, sem ele perceber e entra na mulher sem ela perceber, a sementinha cresce.. Cresce e você nasce, perguntadeira que só você .
---- Haaaaa, mas e a Lua?
---- O que tem a lua ?
A pequena Sabinha sai correndo até a janela, olha a Lua bem pálida no céu, volta correndo e diz.
---- A Lua não tem flores pra abelhinha levar um beijo de uma para outra, a Lua não tem braços p/ abraçar, não tem boca p/ beijar, nem buraquinho pra sementinha entrar, como é o amor dela então?
---- Ora menina, você não deveria falar assim!
---- Desculpe Bizô, só queria saber. Mas.... se você não sabe,.......... como sabe que a palidez da Lua é sofrimento ?
---- Menina, você esta perguntando demais, vá brincar que eu quero pensar um pouco.
E o velho sábio ficou ali sentado pensando no novo enfoque que Sabinha deu ao problema, pensou, pensou e ali passou quase dois dias sem se levantar, sem comer e quase sem se mexer, só pensando.
Depois deste período de meditação, se levanta, tira seu disfarce de Super Homem, e volta desesperadamente depressa para junto dos outros sábios, pede uma reunião geral, dizendo que tem a solução do problema.
Todos foram chamados, os sábios, o povo, a imprensa mundial, dezenas de tradutores em todos os idiomas, e toda a seleção de sugestões suspensa.
Todos reunidos e então entra o Bizô, quer dizer o grande Sábio para anunciar a solução, a expectativa e curiosidade era tanta que chegava a vibrar nas paredes com o silencio absoluto.
---- Tenho dois comunicados importantes a fazer...
---- Primeiro, a sabedoria não existe...
Neste momento o silêncio se tornou tão grande que ninguém ousava nem respirar, aguardando o restante do comunicado.
---- Depois de longa meditação conclui, que a verdadeira sabedoria não vem da experiência e inteligência como todos pensam, e sim da pureza d’alma.
Não parecia possível, mas um silêncio ainda mais profundo se seguiu, Bizô continuou...
--- Vou lhes reproduzir um diálogo com minha neta... E vocês mesmo concluirão...
Reproduziu então todo o diálogo, e complementou.
---- Como podem ver a Sabinha tinha intuitivamente a solução do problema da Lua... Sim é isso mesmo... O problema da Lua somos nós, pois nós é que achamos que ela tem problemas e estamos inventando uma forma de mudar o curso natural das coisas... Vamos deixar a natureza seguir seu curso, que ela é verdadeiramente sábia e conduzirá as coisas da melhor forma.
---- Senhoras e Senhores a Lua não esta sofrendo de amor... Ela esta festejando seu amor que esta sendo correspondido por nosso mundo. Nós erramos totalmente e achamos que ela deve ser igual a nós, que seu amor deve ser como o que conhecemos e isto não pode ser, pois a natureza a preparou de forma diferente, vamos respeitar a sua forma de amor, assim como é... Só contemplativo, a natureza quis assim... A sua palidez é só uma forma de chamar a atenção deste mundo, e se a olharmos com outros olhos perceberemos que ela está ficando mais bonita, assim bem branquinha...
--- Nós devemos aprender muito com isso e entender que existem milhões de formas de amor, cada um que encontre a sua, e não imponha nada a ninguém.
Neste momento foi um furor tão grande, todos saíram aplaudindo, cantando e dançando, a alegria era tanta, que muitos choravam, os jovens dançavam com os velhos pois todos os velhos daquele lugar eram tidos como sábios e todos se abraçavam, comemorando as novas descobertas.
Até que alguém se lembrou de Sabinha, e... gritou, gritou, gritou e conseguiu chamar a atenção de todos e, todos quiseram conhecê-la... E então interferiu o velho Bizô.
---- Por favor, não a incomodem, pois se ela souber que é tão Sábia... perderá sua sabedoria... pois a vaidade destrói qualquer forma de sabedoria ou mesmo de inteligência e ela ainda é muito pura e ingênua para perder sua intuição para dar lugar a razão.
E desde então este amor ficou conhecido como AMOR ETERNO, pois só este poderá se perpetuar ao longo de muitas existências e a Lua se tornar cada vez mais um símbolo dos apaixonados... e a cada troca de olhares de paixões sinceras... mais pálida ficará a nossa Lua...
Terminado o conto, seguiu-se o silêncio até que percebessem que terminou. Então bem lentamente foram se ouvindo um murmúrio aqui, outro ali, uma conversa aqui outra ali. As pessoas começam a conversar e comentar o que ouviram e enquanto isso Leonor sentada ao lado do orador sem emitir uma palavra e sem fazer nenhum gesto, mantém os olhos baixos como se procurasse algo perdido no chão. Ela percebe que esta dando mostras de seu sentimento, e rapidamente muda de atitude sem que ninguém note, fica por alguns momentos pensativa tentando entender qual era a mensagem que estava escondida naquelas palavras.
Ela tentou interpretá-las de uma forma positiva, talvez como estranha demonstração de carinho a ela, mas não conseguia ver aquelas palavras com bondade. Para ela era uma demonstração acintosa de rejeição. Aos olhos dela, o poeta estava querendo lhe transmitir que eles deveriam ficar a distância, que eles não poderiam se aproximar e não poderia haver um contato físico, e isto a estava deixando fora de si, pois tinha se preparado para realizar seu sonho daquela noite.
Ela não se contém e quase que instintivamente, abre uma crítica ao que acabava de ouvir. Dizendo que era um conto com nuances infantis e depressivas, que escondidas naquelas palavras estava um pensamento derrotista e acomodado.
Com isso abriu uma discussão onde alguns concordaram com ela outros a questionaram. Mas o poeta não emitia uma palavra, a tudo via e ouvia, com sorriso de superioridade nos lábios e uma expressão de soberba, se mantinha fora daquela disputa.
Leonor tenta arrasta-lo para dentro do assunto, pois ela tinha que atingi-lo, seja para dominar a situação e tentar o seu sonho da noite, ou somente para mostrar a sua superioridade.
Mas o poeta das flores se mantém insistentemente fora do assunto, sob o argumento de que ele não pode analisar aspectos psicológicos de suas próprias palavras, e que isso era papel de pessoas mais preparadas para isso que ele.
Diante de sua posição neutra, Leonor vai se irritando, e de uma maneira sarcástica passa provoca-lo, chamando-o de My Lord, se referindo a sua soberba em se manter fora da discussão. A principio ele não se importa com o rótulo e até aceita, e num gesto irônico, se levanta e exagera um andar bem duro e altivo imitando a guarda inglesa do palácio Real. Leonor aproveita a deixa e diz que uma história tão infantil assim só poderia vir mesmo de um insensível guardião da nobreza.
Ele se irrita com a gozação e diz que ela é que deveria ser mais sensível as coisas que a rodeavam, estudar mais os sentimentos das pessoas que a rodeiam e ser menos inteligente e mais emocional, pois as pessoas são movidas a sentimentos e emoções, não com análises psicológicas de quem escreveu e que ela apesar de ser um doce de pessoa deveria acreditar mais na honestidade das pessoas, pois já haviam seis meses que ela tentava provar que ele era uma farsa e não conseguia, e que não adiantaria comparar seus versos com os de outros poetas pois a única coisa em comum que iria achar, eram os sentimentos mais profundos e que poesia se faz com sentimento, e isso ela ainda estava aprendendo.
Quando ela percebeu que ele há muito havia percebido suas intenções iniciais, ficou muito sem jeito e teve uma explosão emocional saindo do local intempestivamente. Dizendo que um jardineiro com tanta soberba, mais parecia um Lord inglês, e que ele fosse fazer poesias com a sua enxada... E o chamou de Milord sem teto...
A cena foi observada por todos, muitos riram muito da conotação sarcástica de Lord que Leonor lhe colocou. Mas todos repararam que havia algo mais por traz daquelas reações, ficou evidente para todos que ela estava enciumada e tentando atingi-lo e ele não aceitando as criticas e opiniões dela.
Muito se comentou sobre o que aconteceu, todas as possibilidades exploradas e todos os possíveis motivos que estavam por traz de tudo aquilo foram pensados pelos que ficaram ali. E aquele poeta errante passou a ser conhecido como Lord.... Milord.
Como nem ele mesmo sabia o seu nome, aceitou o apelido e passou a ser apontado por todos como Lord Milord o poeta das flores.
Lord Milord e Leonor, ficaram algum tempo sem se verem, pois estavam ressentidos um com o outro, mas não deixavam de pensar um no outro e de se desejarem. Algumas vezes Leonor passava de carro pela praça, só para olha-lo de longe, seus olhares se cruzavam, mas nenhum deles tinha coragem de chamar o outro.