Leonor faz mais, convence Milord a entrar na justiça contra o sócio, ia pedir tudo o que lhe é de direito na empresa. Entraram na justiça, o processo correu normalmente, e algum tempo depois ele ganha de volta sua parte na empresa, o sócio lhe propôs dar-lhe sua parte em dinheiro, ele aceitou pois não pretendia voltar lá.
Quando recebeu aquele dinheiro todo não sabia o que fazer, ele percebe que aquele dinheiro todo não lhe trouxe a verdadeira felicidade, que ele conseguiu ser feliz, sem dinheiro, sem passado e sem nome, pensou algum tempo e toma uma decisão, faz uma coisa de doido, dividiu uma parte para seus filhos e o resto ajudou algumas pessoas e o resto doou tudo para instituições de caridades, e se sentiu muito feliz com isso. Leonor olhava para ele cheia de amor e admiração, ela gostava de vê-lo cheio de vontade de começar de novo.
Novamente lá estava ele a procurar emprego, só que dessa vez não precisava ser um salário alto porque não tinha nenhum luxo para sustentar, queria uma vida simples e cheia de amor, não demorou muito ele conseguiu um emprego em um jornal, ele mostrou suas poesias lhe deram uma coluna diária de poesias, ele adorou, pois era tudo o que ele mais gostava de fazer “Poesias”.
Agora que já tinha emprego, tratou do divórcio, e pediu Leonor em casamento, toda feliz aceitou e começou os preparativos, pediu que Milord fosse convidar os filhos para o casamento, ele foi, mas só Paulo aceitou e perguntou:
--- Posso ir para ficar, como a Leonor falou ?
--- Claro que pode, alias vamos já, pegue umas roupas que depois a gente pega o resto!
Leonor ficou muito feliz com a chegada do menino. E ele se tornou um filho crescido dela.
Chegou o dia do casamento, a cidade inteira compareceu, pois eram muito queridos por todos, e o filho dele ficou orgulhoso em ver como eles eram respeitados pelo povo
Depois do casamento eles não viajaram, pois já tinham um filho pra cuidar. Já morando na casa de Leonor, depois que o menino foi dormir, eles foram para o quarto, afinal era a noite de núpcias.
Milord estava tão feliz que parecia uma criança, brincando e rindo a toa, aproximou-se de sua esposa e deu-lhe um beijo suave dizendo:
--- Agora o destino é nosso, estaremos juntos para sempre! Você é minha e eu sou seu! Meu Deus como eu quis isto!!!
Se abraçaram longamente e começaram um ritual de amor e prazer, esqueceram de tudo e todos, se beijaram ardentemente, as mãos bailavam em seus corpos, seus lábios procuravam os lugares de prazer, em seus seios, em sua boca, em seu sexo, em sua boca... Se entregaram como nunca e todas as noites que se seguiram foram absolutamente normais para um casal que se ama
Leonor e Milord estavam muito felizes, cuidavam do menino como se fosse filho deles de verdade, davam-lhe muito carinho e atenção. Milord ficou sendo sempre conhecido como Milord, porque o nome verdadeiro não tinha nada haver com aquele novo homem, e não trazia boas recordações.
Ele estava gostando tanto do emprego, que todas as poesias que escrevia para o jornal eram dedicadas a Leonor, cada dia de um jeito, um jeito cada dia, sempre com muito amor, e carinho, Leonor passou a escrever algumas poesias para Milord e assim foram aumentando o número de poesias, afinal “A poesia é a linguagem do coração”.
Com o tempo Milord conseguiu mais colunas de poesia em outros jornais e conseguia a ajuda de Paulo que era muito bom em desenho e fazia formatações para o que o pai e a mãe escreviam. Editaram um livro com gravuras e poesias e até fizeram um site na internet que ajudava-os a divulgar o que eles mais gostavam de fazer: Poesias e Contos. Com o tempo, seu filho se forma em publicidade, trabalha em algumas agências e acaba abrindo a própria agência, que nunca se tornou famosa, mas dava uma vida confortável a Milord, Leonor e Paulo.
Laura e Marcos continuaram a viver em busca de riquezas, que hora tinham ora não tinham. Festejavam os sucessos e se desesperavam nos riscos. Seus filhos André e Amanda, tinham carinho pelo pai, mas pouco o viam, pois também não tinham tempo, precisavam correr atrás do conforto e luxo.
Essa era a maneira deles serem felizes, afinal cada um tem seu jeito de ser feliz o meu é declamando poesias para meu amor e o seu qual é?
FELICIDADE
Felicidade astuta e sorrateira.
Sempre se pondo onde queremos ir
Sempre indo onde não estamos
No ontem ou no amanhã
Então decido.... ela estará onde estou agora
Vou desfrutar meus momentos
Tirando prazer de tudo....
Desde um gole de café
Um sorriso se uma criança ou
Uma carta de uma amiga
Um cheiro, uma cor, uma luz
Uma noite quente ou um dia frio
Não vou mais correr atrás dela
Vou sim.... convidá-la a me acompanhar
E sei que ela virá,
Com um doce convite, quem resistirá
Será minha companheira
Me mostrando que a vida,
Sempre que nos tira algo
Devolve sempre com coisas muito maiores
Só precisamos ver... Ver os amigos
Ver a vida, ver a beleza... ver a paixão
E se apaixonar... por tudo, por todos
E saber tirar prazer do simples fato de saber que o amor existe.